domingo, 8 de novembro de 2009

tp2- Análise linguística e literária

TP2- unidades 5 e 6- Gramática: seus vários sentidos, a frase e sua organização

No dia 30 de outubro nos reunimos para mais uma oficina da tp2 cujo tema foi análise linguística e literária. No primeiro momento como de costume foi reservado para os comentários sobre as duas unidades estudadas e trabalhadas, todos tiveram a oportunidade de expor as dúvidas, críticas, sucessos e dificuldades.Como sugestão da atividade 14 os cursistas elaboraram um texto expressando seus sentimentos.

Lamentações

Quando era aluna

Olhava a professora com

carinho e respeito.

A admirava,

tudo que ela fazia

Era perfeito e lindo.

Hoje com saudade

Não sinto a mesma

admiração de meus alunos

por mim,

oh! que “inveja” sinto de minha professora,

não tinha os recursos

que tenho hoje, e no entanto

atraía muito mais.

Amo o que faço

Talvez sou egoísta

Pois quero doar o máximo de mim

E nem sempre o retorno é rápido

Frustrações sim

Sucessos também e

As vezes em

maiores proporções.

Mas como seres humanos

Estamos sempre insatisfeitos


*Ser professor é...

Ser formador de opiniões,

De cidadãos autênticos,

De pessoas de bem,

Mas acima de tudo é...

Amar , amar e amar

E ensinar por amar.

(*Cursistas gestar ll em Mutum)

As unidades desta tp abordaram temas que provocaram reflexões sobre a gramática.

As cursistas optaram em explorar os textos do AAA.. Por exemplo; Aula 3: Uma placa de horta, foi trabalhado na maioria das escolas. Puderam explorar as dimensões sintáticas, semântica e pragmática.

Considerando que, a gramática internalizada é o conjunto de regras que , mesmo que não perceba qualquer falante da língua domina mesmo que jamais tenha estudado. Quanto mais se o aluno for exposto a textos diferentes e impulsionado a produzir textos diferentes mais a sua gramática implícita estará sendo ampliada.



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tecnologia do abraço, por um matuto mineiro.





TECNOLOGIA DO ABRAÇO, POR UM MATUTO MINEIRO.


O matuto falava tão calmamente, que parecia medir, analisar e meditar sobre cada palavra que dizia...


- É... das invenção dos hómi, a que mais tem sintido é o abraço. O abraço num tem jeito dum só apruveitá!


Tudo quanto é gente, no abraço, participa duma beradinha...


Quandu ocê tá danado de sodade, o abraço de arguém ti alivia.... Quandu ocê tá danado de réiva, vem um, te abraça e ocê fica até sem graça de continuá cum réiva...

Si ocê tá filiz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim de sua alegria...

Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...


Muita gente importante e letrado já tentô dá um jeito de sabê pruquê qui é qui o abraço tem tanta tequilonogia, mas ninguém inda discubriu...


Mas, iêu sei! Foi um isprito bão de Deus qui mi contô...


Iêu vô conta procêis uqui foi qui ele mi falô:


O abraço é bão prucausa do Coração...

Quandu ocê abraça arguém, fais massage no coração!...


I o coração do ôtro é massagiado tamém!


Mas num é só isso, não... Aqui tá a chave do maior segredo de tudo:


É qui, quandu abraçamo arguém, nóis fica tudo é com dois coração no peito!...


INTONCE... UM ABRAÇU PRÔ CÊ !!!!


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

oficina 1-unidade 2

A norma culta não é melhor do que os outros dialetos: estes cumprem sua função no meio em que são usados. A necessidade de aprender e dominar a norma culta, é ter mais opções de uso da língua nos diversos momentos e ambientes. Não deve ser discriminado quem apresentar um comportamento linguístico diferente.
Foi trabalhado no "Avançando na prática" o texto de Ziraldo em que abordou do divórcio vivenciada por diversos alunos, e a partir dos questionamentos, interpretaram o texto e interagiram bem ao tema proposto. Perceberam que foi usada a norma culta, comparados a outros textos das variações linguístcas, mas que todos tem valor de comunicação.

Ignorância poética...

Em meio aonde o rebuscado não se dá.

O popular não se contenta,

Insiste em falar ou tentar falar.

Se integrar ao culto que o rico inventa.

Também pudera,

Quando fala o que sabe,

O outro galhofa, diz que é errado.

É o tal preconceito da língua,

Que separa, segrega.

A dita norma culta,

Que nos ensinam na escola,

Mais parece norma oculta.

Pois quem sabe sua forma?

Falar bonito é falar certo?

Então acabe-se a dialética,

Está instaurada em nossa língua

A ignorância poética!

E para os cultos que nos criticam,

E por cultura vêm julgar,

Pelo menos respeitem a licença,

A liberdade que a poesia nos dá.

Sintam-se à vontade, sejam os primeiros,

Mas antes que nos julguem já digo,

Vós falais o Português,

Mas eu falo é "Brasilêro"

Alguns traços fonéticos dos dialetos mineiros ou montanhês


O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:

  • Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part' (com o "t" levemente sibilado).
  • Assimilação de vogais consecutivas: o urubu passa a ser u rubu.
  • Apócope do "d" nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Tomate passa ser tumat' (com o "t" levemente sibilado).
  • Somente o artigo é flexionado no plural, à semelhança do caipira: os livros é dito us livru. Meus filhos se pronuncia meus filhu.
  • Permutação de "e" em "i" e de "o" em "u" quando são vogais curtas
  • Contração freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza.
  • Alguns ditongos passam a ser vogais longas: fio converte-se em fii, pouco é dito poco.
  • Algumas sílabas são fundidas em outras. -lho passa a ser i (filho ==> fii), -inho converte-se em -inh (pinho ==> pinh).
  • "r" é pronunciado como uma consoante aspirada: rato.
  • Sonorização do "s" final antes de vogal.
  • Aférese do "e" em palavras iniciadas por "es": esporte torna-se sportchi.

A letra R no final das sílabas também possui uma sonorização única quase imperceptível, apesar de que nas maiores cidades é um pouco similar ao R aspirado pronunciado no Rio de Janeiro, Norte e Nordeste do país. Já nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo o R (no final das sílabas) sofre a influência do interior de São Paulo.

Muitas palavras costumam ser representadas no plural de uma forma muito especial. O "S" no início da palavra (representados por S ou Z) e não no final como é comum em vários idiomas. Exemplos:

  • Quét' s'criança! (Mãe pedindo às crianças que se calem).
  • Conta Z'óra? (Alguem perguntando quantas horas são).
  • S'trudia (Advérbio de tempo: "há alguns dias atrás").
  • A s'fruta 'tão 'pudrecen tud' (Todas as frutas estão apodrecendo).

Historicamente se nota claramente que a presença do S ou Z no início da palavra é causada pela junção do artigo no plural com o substantivo que com o passar do tempo soltou-se do artigo e juntou-se ao substantivo.


Português padrãoDialeto mineiro ou montanhês
Você comprou as roupas que eu lhe pedi?Cê comprô as ropa qu'eu tch pidji?
Quantos anos você tem?Quan zan 'cê tem?
O que é que ela falou?Que qu'ela falô?
Eu vou à praça com você.Eu vô na práss c'ocê.
Ele comprou aqueles cadernos para vocêEi' comprô aquês cadern pr'ôcê.
Eu estou ajudando-a a carregar as malas.Eu tô ajudãn ela carregá as mala.
Eu gosto de você.Gós d'ôcê.
Eu sou de Belo Horizonte.Eu sô de Belurizontch.
Quem é você?Quem 'qu'é ocê?.
Que horas são?Conta zora?
Sábado Passado...Sá'passad'.
Você é daqui mesmo?Cê'dakimês???

tp1- dialetos


“Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”

Jô Soares, revista veja, 28 de novembro de 1990

tp1- unidades 1 e 2



Otimismo

Corrida dos Sapinhos


Era uma vez uma corrida de sapinhos.

Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles.

Começou a competição.

A multidão dizia:

Não vão conseguir, não vão conseguir!

Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que

continuava subindo.

E a multidão continuava a aclamar:

Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir

E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo, sem esforços.

Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.

Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO.

Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir.

Seja surdo aos apelos negativos.


Causo mineiro




Um mineirinho do norte de Minas vai para São Paulo para tentar melhorar de vida. Ele tinha segundo grau, mas era uma pessoa muito humilde e educada apesar da simplicidade. Juntou toda a economia e partiu para São Paulo, chegando lá encontrou uma pensão bem econômica e iniciou a procura por um trabalho e passado uma semana e nada de conseguir.
O mineiro fez as contas e decidiu que não podia continuar na pensão, ou voltava para casa ou arranjava um local para ficar.
Veio então a idéia de morar debaixo de um viaduto com acesso fácil para várias estações de metrô. Fez um barraco de madeirite reciclado e conseguiu algo para cobrir e resolveu seu problema de moradia. A anoitecer ele teve vontade de satisfazer suas necessidades fisiológicas e lembrou que não tinha local adequado para um banheiro e resolveu comprar um pinico.
Chegando numa loja pediu ao vendedor:
- Eu quero um trem daquele!
O vendedor respondeu que não tinha trem e indicou onde era a estação.
O mineiro ficou irado e mostrou que queria aquele negócio e o paulista novamente disse que não tinha apesar do mineiro estar visualizando o mesmo.
O mineiro sem perder a calma subiu numa cadeira e pegou o pinico e falou que era aquilo. O paulista imediatamente falou que o nome daquilo era mineiro, ao que o mineiro disse que queria dois para encher de paulista.