quinta-feira, 19 de novembro de 2009
tp1- unidades 3 e 4-
domingo, 8 de novembro de 2009
tp2- Análise linguística e literária
TP2- unidades 5 e 6- Gramática: seus vários sentidos, a frase e sua organização
No dia 30 de outubro nos reunimos para mais uma oficina da tp2 cujo tema foi análise linguística e literária. No primeiro momento como de costume foi reservado para os comentários sobre as duas unidades estudadas e trabalhadas, todos tiveram a oportunidade de expor as dúvidas, críticas, sucessos e dificuldades.Como sugestão da atividade 14 os cursistas elaboraram um texto expressando seus sentimentos.
Lamentações
Olhava a professora com
carinho e respeito.
A admirava,
tudo que ela fazia
Era perfeito e lindo.
Hoje com saudade
Não sinto a mesma
admiração de meus alunos
por mim,
oh! que “inveja” sinto de minha professora,
não tinha os recursos
que tenho hoje, e no entanto
atraía muito mais.
Amo o que faço
Talvez sou egoísta
Pois quero doar o máximo de mim
E nem sempre o retorno é rápido
Frustrações sim
Sucessos também e
As vezes em
maiores proporções.
Mas como seres humanos
Estamos sempre insatisfeitos
*Ser professor é...
Ser formador de opiniões,
De cidadãos autênticos,
De pessoas de bem,
Mas acima de tudo é...
Amar , amar e amar
E ensinar por amar.
(*Cursistas gestar ll em Mutum)
As cursistas optaram em explorar os textos do AAA.. Por exemplo; Aula 3: Uma placa de horta, foi trabalhado na maioria das escolas. Puderam explorar as dimensões sintáticas, semântica e pragmática.
Considerando que, a gramática internalizada é o conjunto de regras que , mesmo que não perceba qualquer falante da língua domina mesmo que jamais tenha estudado. Quanto mais se o aluno for exposto a textos diferentes e impulsionado a produzir textos diferentes mais a sua gramática implícita estará sendo ampliada.
.
tecnologia do abraço, por um matuto mineiro.

TECNOLOGIA DO ABRAÇO, POR UM MATUTO MINEIRO.
Si ocê tá filiz e abraça arguém, esse arguém pega um poquim de sua alegria... Si arguém tá duente, quandu ocê abraça ele, ele começa a miorá, i ocê miora junto tamém...
Quandu ocê abraça arguém, fais massage no coração!...
|
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
oficina 1-unidade 2
Ignorância poética...
Em meio aonde o rebuscado não se dá.
O popular não se contenta,
Insiste em falar ou tentar falar.
Se integrar ao culto que o rico inventa.
Também pudera,
Quando fala o que sabe,
O outro galhofa, diz que é errado.
É o tal preconceito da língua,
Que separa, segrega.
A dita norma culta,
Que nos ensinam na escola,
Mais parece norma oculta.
Pois quem sabe sua forma?
Falar bonito é falar certo?
Então acabe-se a dialética,
Está instaurada em nossa língua
A ignorância poética!
E para os cultos que nos criticam,
E por cultura vêm julgar,
Pelo menos respeitem a licença,
A liberdade que a poesia nos dá.
Sintam-se à vontade, sejam os primeiros,
Mas antes que nos julguem já digo,
Vós falais o Português,
Mas eu falo é "Brasilêro"
Alguns traços fonéticos dos dialetos mineiros ou montanhês
O dialeto mineiro apresenta as seguintes particularidades fonéticas:
- Apócope das vogais curtas: parte é pronunciado part' (com o "t" levemente sibilado).
- Assimilação de vogais consecutivas: o urubu passa a ser u rubu.
- Apócope do "d" nos gerúndios: chovendo passa a ser chuvenu. Tomate passa ser tumat' (com o "t" levemente sibilado).
- Somente o artigo é flexionado no plural, à semelhança do caipira: os livros é dito us livru. Meus filhos se pronuncia meus filhu.
- Permutação de "e" em "i" e de "o" em "u" quando são vogais curtas
- Contração freqüente de locuções: abra as asas passa a ser abrazaza.
- Alguns ditongos passam a ser vogais longas: fio converte-se em fii, pouco é dito poco.
- Algumas sílabas são fundidas em outras. -lho passa a ser i (filho ==> fii), -inho converte-se em -inh (pinho ==> pinh).
- "r" é pronunciado como uma consoante aspirada: rato.
- Sonorização do "s" final antes de vogal.
- Aférese do "e" em palavras iniciadas por "es": esporte torna-se sportchi.
A letra R no final das sílabas também possui uma sonorização única quase imperceptível, apesar de que nas maiores cidades é um pouco similar ao R aspirado pronunciado no Rio de Janeiro, Norte e Nordeste do país. Já nas proximidades da divisa com o estado de São Paulo o R (no final das sílabas) sofre a influência do interior de São Paulo.
Muitas palavras costumam ser representadas no plural de uma forma muito especial. O "S" no início da palavra (representados por S ou Z) e não no final como é comum em vários idiomas. Exemplos:
- Quét' s'criança! (Mãe pedindo às crianças que se calem).
- Conta Z'óra? (Alguem perguntando quantas horas são).
- S'trudia (Advérbio de tempo: "há alguns dias atrás").
- A s'fruta 'tão 'pudrecen tud' (Todas as frutas estão apodrecendo).
Historicamente se nota claramente que a presença do S ou Z no início da palavra é causada pela junção do artigo no plural com o substantivo que com o passar do tempo soltou-se do artigo e juntou-se ao substantivo.
| Português padrão | Dialeto mineiro ou montanhês |
|---|---|
| Você comprou as roupas que eu lhe pedi? | Cê comprô as ropa qu'eu tch pidji? |
| Quantos anos você tem? | Quan zan 'cê tem? |
| O que é que ela falou? | Que qu'ela falô? |
| Eu vou à praça com você. | Eu vô na práss c'ocê. |
| Ele comprou aqueles cadernos para você | Ei' comprô aquês cadern pr'ôcê. |
| Eu estou ajudando-a a carregar as malas. | Eu tô ajudãn ela carregá as mala. |
| Eu gosto de você. | Gós d'ôcê. |
| Eu sou de Belo Horizonte. | Eu sô de Belurizontch. |
| Quem é você? | Quem 'qu'é ocê?. |
| Que horas são? | Conta zora? |
| Sábado Passado... | Sá'passad'. |
| Você é daqui mesmo? | Cê'dakimês??? |
tp1- dialetos
“Pois é. U purtuguêis é muito fáciu di aprender, purqui é uma língua qui a genti iscrevi ixatamenti cumu si fala. Num é cumu inglêis qui dá até vontadi di ri quandu a genti discobri cumu é qui si iscrevi algumas palavras. Im portuguêis, é só prestátenção. U alemão pur exemplu. Qué coisa mais doida? Num bate nada cum nada. Até nu espanhol qui é parecidu, si iscrevi muito diferenti. Qui bom qui a minha lingua é u purtuguêis. Quem soubé falá, sabi iscrevê.”
Jô Soares, revista veja, 28 de novembro de 1990
tp1- unidades 1 e 2

Otimismo
Corrida dos Sapinhos
Era uma vez uma corrida de sapinhos.
Eles tinham que subir uma grande torre e, atrás havia uma multidão, muita gente que vibrava com eles.
Começou a competição.
A multidão dizia:
Não vão conseguir, não vão conseguir!
Os sapinhos iam desistindo um a um, menos um deles que
continuava subindo.
E a multidão continuava a aclamar:
Vocês não vão conseguir, vocês não vão conseguir
E os sapinhos iam desistindo, menos um, que subia tranqüilo, sem esforços.
Ao final da competição, todos os sapinhos desistiram, menos aquele.
Todos queriam saber o que aconteceu, e quando foram perguntar ao sapinho como ele conseguiu chegar até o fim, descobriram que ele era SURDO.
Quando a gente quer fazer alguma coisa que precise de coragem não deve escutar as pessoas que falam que você não vai conseguir.
Seja surdo aos apelos negativos.



