quinta-feira, 22 de outubro de 2009

TP6- unidades 23 - O processo de produção textual: revisão e edição e unidade 24: Literatura para adolescentes

Nestas duas últimas unidades estudadas pelas cursistas foi muito proveitoso, pois serviu para confirmar algumas práticas já desempenhadas por elas. Na seção 1 que abordou sobre "a revisão" tivemos a oportunidade de expor para os alunos que o texto precisa ser construído pensando no leitor do mesmo e que, por isso é necessário estar revisando antes da conclusão. O texto não pode ser escrito sem a releitura, para que o processo de coerência e coesão seja minuciosamente focado.
Ao revisar um texto o autor deverá se distanciar do próprio texto para tomar decisões sobre a audiência do mesmo, e sempre avaliando se o que está escrito está claro, se está se sentindo realizado com o que está escrito

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Abraçar o novo

A lagosta vive tranquilamente no fundo do mar, protegida pela sua carapaça dura e resistente. Mas, dentro da carapaça, a lagosta continua a crescer. Ao final de um ano, sua casa ficou pequena e ela tem de enfrentar um grande dilema:ou permanece dentro da carapaça ou morre sufocada ou arrisca sair de lá, abandonando-a, até que seu organismo crie uma nova carapaça de proteção, de tamanho maior, que lhe servirá de couraça por mais de um ano. Vagando no mar, sem a carapaça, a a lagosta fica vulnerável aos muitos predadores que se alimentam dela . Mesmo assim, ela sempre prefere sair. Dentro da carapaça, que se transformou em prisão, ela não tem nenhuma chance. Fora, sim. Muitas vezes, ao longo da vida, nós ficamos prisioneiros das carapaças que são hábitos repetitivos, os condicionamentos alienantes, as situações às quais nos acomodamos, mas que, exauridas e desgastadas, nada mais têm para nos oferecer. E acabamos, por falta de coragem de mudar, nos acostumamos ao tédio de uma vida monótona que, fatalmente, como a velha carapaça da lagosta, acabará por nos sufocar. Façamos como a lagosta: troquemos a velha e apertada carapaça por uma nova. Mesmo sabendo que, por algum tempo, estaremos desprotegidos ao enfrentar uma nova situação. Largar o velho e abraçar o novo é, muitas vezes, a única possibilidade de sobreviver por mais um ano.
Texto de Luiz Pellegrini, publicado na Revista Destino- maio/2001.
Para, pense e mude as antigas carapaças que nos impedem de avançarmos em direção ao novo...

domingo, 13 de setembro de 2009

Recomeço- Relatório



No dia 04 de setembro, recomeçamos as atividades do Gestar ll, após o reencontro em Barbacena, ocasião em que pudemos expor as experiências vivenciadas dos diversos formadores dos diversos municípios envolvidos no programa, foi enriquecedor.
Nesta primeira oficina estudamos a TP6, foi maravilhoso, porque agora já não é novidade para os cursistas, é só continuação do trabalho inicado.
Na abertura foi lido " Gaiolas e asas" de Rubem Alves, que gerou uma reflexão sobre: as práticas pedagógicas, o sistema de ensino, as posturas do professor como "AUTORIDADE".
Exploramos a tese central, tipos de argumentos e contra-argumentos presentes no texto. Foi muito descontraído e rico pois houve interação dos cursistas, apesar de sermos em pequeno número, são apenas três cursitas, mas totalmente envolvidas no processo.
Fizemos as unidades 21 e 22, desenvolvemos a atividade da oficina 11, que foi o planejamento e a justificativa do fechamneto do texto, "Espírito Carnavalesco", após uma breve e detalhista discussão, foi montado o fechamento conclusivo do texto.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Relatório

A quarta oficina aconteceu no dia 19 de junho, com tema Letramento e diversidade cultural, foi uma chance grande de explorar a capacidade de expressar mediante a cultura de cada um levando em conta o regionalismo, tradições presentes em cada indivíduo. Em uma das escolas foi explorada a história da comunidade e, em forma de desenho expressaram com criatividade o que descobriram. A fonte de inspiração dos alunos é a Pedra Invejada que fica em frente a escola servindo de um painel inspirador, nela tem nascentes, plantas nativas e uma beleza incomparável, em outra escola foi trabalhado o projeto "Minas em destaque", costumes e tradições culturais próprias do povo mineiro. De forma dinâmica e construtiva foi bem explorado o tema apresentado.
A quinta oficina aconteceu no dia 03 de julho, estudaram o tema "Estilística "foi bem explorado com vários cartazes confeccionados pela professora para expor melhor o assunto, os alunos criaram textos demonstrando entendimento do assunto, nas outras escolas foi trabalhado também de maneira organizada e compreensiva e houve assimilação, as professoras reclamaram do tempo curto para trabalhar temas importantes como os dos tps.
A sexta oficina aconteceu no dia 15 de agosto, desta vez fizemos a oficina junto com os professores e formadora de Matemática por ser a última, preferimos realizar juntos para fazermos uma avaliação dos três TPs estudados até o momento, aconteceu em dois momentos sendo em primeiro lugar a entrega dos "avançando na prática" desenvolvidos pelos alunos, depois a realização da avalição escrita individualmente por cada professor cursista. Responderam os seguintes quetionamentos:
1-O que você espera do gestar ll como programa de formação continuada em serviço?
-Em que ele pode ajudar na sua formação como educador?
-Elabore perguntas com dúvidas quevocê tem sobre o programa:
- O que é, para você, processo de ensino-aprendizagem?
_ A partir desta concepção de processo de ensino-aprendizagem, qual é o papel do professor em sala de aula?
2-Como você avalia sua participação no GESTAR?
3-Na sua opinião o queestá faltando para um melhor desempenho das atividades?
4-Dê sugestões para melhorar os encontros presenciais.
5-Faça uma avaliação dosencontros presenciais.
Mediante esta avaliação os cursistas deisxaram transparecer o que cada um deles pensam do programa, quais são os seus anseios e postura diante do estudo e prática das ações prospostas no material.

Relatório

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Gêneros textuais:definição e funcionalidade

Segundo Marcuschi os gêneros textuais são fenômenos históricos com vínculos profundos na cultura e sociedade.Visto que, os mesmos não ficam ou sejam não são estáticos, são maleáveis, mutáveis de acordo com a necessidade se transformam, desaparecem, se aperfeiçoam e/ou nascem outros. Quando os nossos antepassados viviam na cultura essencialmente oral, os gêneros eram limitados. Por volta do séc. Vll a.C com a invenção da escrita foram surgindo e multiplicaram-se, típicos da escrita. Floresceram a partir do séc.XV, com a cultura imprensa e sua ampliação na fase da industrilização iniciada no séc. XVlll. Atualmente na cultura eletrônica principalmente com a internet, acontece uma explosão de novos gêneros e formas de comunicação, tanto na oralidade como na escrita.
Nos últimos dois séc. as tecnologias ligadas área da comunicação contribuiram para o avanço e o surgimento de novos gêneros, mas não são as tecnologias que originaram os gêneros e sim a intensidade dos usos das mesmas e suas interferências no cotidiano das pessoas. Pensando assim os suportes tecnológicos com rádio, TV, jornal revistas, internet por serem marcantes e muito presentes nas atividades comunicativas da realidade social, contribuem na aparição de novos gêneros como diversas formas comunicativas existentes e cada dia mais eficazes como teleconferências, videoconferências, cartas eletrônicas (e-mails), bate- papos virtuais, etc.
Um aspecto central no caso desses e de outros gêneros emergentes é o novo jeito de se relacionar com o uso da linguagem como tal. A redefinição se torna possível em alguns aspectos com a oralidade e escrita desfazendo mais as fronteiras. Aconteceu no último séc. um certo hibridismo desafiando asa relações entre o oral e a escrita, inviabilizando a velha visão dicotômica e tradicional ainda presente nos manuais de ensino da língua.
A presença de novos gêneros torna-se cada vez mais plástica, no caso das publicidades usam os formatos de gêneros existentes, mas para outros objetivos. Certos gêneros já têm sua funcionalidade e se são usados em outro quadro permite-se perceber com maior nitidez os novos objetivos.
Em muitos casos a forma define o gênero e outros tantos serão as funções. Marcuschi afirma que devemos ter cautela ao considerar o predomínio de formas ou funções para a determinação e identificação de um gênero.
Foi enriquecedor este artigo para melhor definir e entender a funcionalidade dos gêneros textuais.
Selma- Mutum

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Resenha: Os Narradores de Javé


Resenha: Os narradores de Javé.

O filme se passa em um lugarejo, onde impera o analfabetismo, desinformação e a falta de dignidade humana. Situada à beira de um rio, Vale do Javé se vê ameaçado de ser tomado pelas águas. Lugar anônimo historicamente, sua história até então era contada, e para que o Vale fosse salvo teria que ter um documento de valor científico que comprovasse algo histórico.

Javé contava com alguns habitantes e dentre eles um líder chamado Zaqueu, que percebendo a situação convocou os morados e expôs o problema, chegaram a conclusão que a história de Javé teria que ser escrita pra salvar aquele lugar, mas quem escreveria? Antônio Biá, carteiro afastado por não ter se comportado bem no seu cargo no correio, mas era o único capaz de fazer o tão importante documento. Ao entrevistar os moradores e analisar as histórias percebeu que cada um que contava, aumentava algo, frutos da imaginação. Veracidade nenhuma, então vencido o prazo, para que o documento ficasse pronto Biá devolveu o livro somente com alguns rabiscos. O povoado estava amedrontado porque já haviam colocado uma grande placa do governo indicando que seria feito a hidrelétrica, mas estavam confiantes até descobrirem que o documento não ficara pronto.

Revoltaram contra Biá e ele fugiu e Javé foi totalmente tomado, as famílias saíram alguém quis resistir, mas não teve sucesso. Finalmente só se via a pequena torre da igreja e as últimas pessoas se retirando, levando o sino, a procura de um outro local, para fundarem um outro povoado.

Quando estavam saindo Biá apareceu chorando por não ter podido salvar Vale do Javé, a partir daquele momento inicia-se outra história, agora escrita para perdurar para sempre. O que se escreve dura, o que se fala apenas, o tempo leva, modifica e cai no esquecimento.

O filme nos mostra a realidade de muitos brasileiros que são expulsos de suas terras, em nome do progresso e do desenvolvimento, se esquecem que o homem tem seus direitos a uma vida digna e que o mesmo é protagonista de sua história, se são tirados seus direitos que história eles terão?